Começar um diário depois dos trinta requer muita coragem. Coragem de recomeçar a falar de si, coragem de contactar com o passado que tem definido meu presente. Eu acho que tenho feito diários diários. Tenho tido o costume de escrever sempre. Escrever quando estou sofrendo, escrever quando estou amando, escrever quando estou pensando.Hoje vou falar sobre o que me intriga nas relações humanas e nas crenças construídas que hoje questiono, critico e mais do que nunca, discordo.
Por que as pessoas têm a tendência de "eternalizar" as relações. Por que tudo tem que ser para sempre, eternamente até o fim? Lembro-me das palavras de um casamento que dizem qualquer coisa parecida com: na saúde e na doença até que a morte os separe...Isso me parece medíocre agora. Por que simplesmente não vivemos com o objetivo de esgotar cada sentimento nào somente no sentido do tempo mas, no sentido da intensidade. Tudo que começa tem que terminar e muitas vezes terminamos antes mesmo de começar por acreditar que não precisamos fazer mais nada para manter a chama acesa.
Quando paqueramos alguém, queremos namorar, quando namoramos, queremos noivar e quando noivamos, queremos casar. E aí, quando casamos, tudo pára aí. Pára o sentir e passamos então a dizer: Essa É A MINHA MULHER! Esse É O MEU MARIDO e a partir daí, não predisamos mais conquistar nada, não precisamos regar a plantinha, não há necessidade de cultivar...Sei lá acho que o casamento é a forma mais eficiente de deixar de sermos nós mesmos para sermos "nós". Uma mistura de sujeitos, asujeitos pelo desejo do outro e manipulados pela circunstância do casar. Casar parece significar juntar, unir, mesclar. E aí a gente não consegue se ver sozinho, a gente se perde nesse emaranhado e muitas vezes deixa de reconhecer o que é de quem. Triste realidade que nos afronta em nome do amor. Amor que possue, amor que sufoca, amor que mata diariamente o que em nós deveria ser mais amado: a individualidade.Precisamos então nos desagradar para agradar o outro, precisamos agradar o outro para nos desagradar. Então vamos sofrendo, minguando num sentimento de frustração, de não realização , de entrega total. Aí vira ferida, vira a dor eterna de cada dia. Dor que doí no pensamento que arde no coração, que sufoca um peito desejoso de respirar...E vamos vivendo um dia de cada vez, um dia a menos em nossa existência...vamos morrendo aos poucos; em corpo e em alma...
Por que as pessoas têm a tendência de "eternalizar" as relações. Por que tudo tem que ser para sempre, eternamente até o fim? Lembro-me das palavras de um casamento que dizem qualquer coisa parecida com: na saúde e na doença até que a morte os separe...Isso me parece medíocre agora. Por que simplesmente não vivemos com o objetivo de esgotar cada sentimento nào somente no sentido do tempo mas, no sentido da intensidade. Tudo que começa tem que terminar e muitas vezes terminamos antes mesmo de começar por acreditar que não precisamos fazer mais nada para manter a chama acesa.
Quando paqueramos alguém, queremos namorar, quando namoramos, queremos noivar e quando noivamos, queremos casar. E aí, quando casamos, tudo pára aí. Pára o sentir e passamos então a dizer: Essa É A MINHA MULHER! Esse É O MEU MARIDO e a partir daí, não predisamos mais conquistar nada, não precisamos regar a plantinha, não há necessidade de cultivar...Sei lá acho que o casamento é a forma mais eficiente de deixar de sermos nós mesmos para sermos "nós". Uma mistura de sujeitos, asujeitos pelo desejo do outro e manipulados pela circunstância do casar. Casar parece significar juntar, unir, mesclar. E aí a gente não consegue se ver sozinho, a gente se perde nesse emaranhado e muitas vezes deixa de reconhecer o que é de quem. Triste realidade que nos afronta em nome do amor. Amor que possue, amor que sufoca, amor que mata diariamente o que em nós deveria ser mais amado: a individualidade.Precisamos então nos desagradar para agradar o outro, precisamos agradar o outro para nos desagradar. Então vamos sofrendo, minguando num sentimento de frustração, de não realização , de entrega total. Aí vira ferida, vira a dor eterna de cada dia. Dor que doí no pensamento que arde no coração, que sufoca um peito desejoso de respirar...E vamos vivendo um dia de cada vez, um dia a menos em nossa existência...vamos morrendo aos poucos; em corpo e em alma...
